Aqui está a segunda e última parte de nosso primeiro módulo. Falaremos sobre a inerrância bíblica. Desculpem a demora em postá-la. Recomendamos a leitura de todo o livro "A Bíblia sem Mitos", de Eduardo Arens. Para os que não possuem muito tempo, as duas leituras selecionadas irão agregar bastante conhecimento na nossa temática.
Diác. Luiz Gustavo.














Formação de Liderança
ResponderExcluir1.Redação
Tema "Bíblia e Mito. (1 Lauda)
A Bíblia contém muitos escritos: Gênesis, Êxodo, Reis, Isaías, Amós, Salmos, Evangelhos... Isto significa que são escritos independentes uns dos ou¬tros. No início, os escritos não estavam todos juntos, como os achamos hoje em nossa Bíblia.
Por certo, o mais óbvio de tudo, a primeira coisa que constatamos ao ler um escrito da Bíblia é o fato de estar escrito em um idioma, com uma gramática que lemos em uma dada tradução, com maneiras de pensar e de expressarem-se frequentemente distintas das nossas e que falam de situações, histórica e culturalmente, diferentes das que vivemos. Quer dizer, o mais evidente é sua dimensão humana. Muitos concordam em admitir que a Bíblia seja literatura, literatura religiosa, sim, mas literatura. O menos evidente a respeito da Bíblia é que ela é palavra de Deus ou que outros a reconhecem como inspiração divina, visto que afirmar isso pressupõe uma atitude de fé. Afirmar que a Bíblia é produto de inspiração de Deus é atribuir uma qualidade que não é objetiva nem evidente em si mesma e que somente se admite com a fé, como pessoa que crê.
Muitos dados da Bíblia não significam automaticamente conhecê-la, da mesma maneira que saber ler não significa compreender o que se lê. Os escritos da Bíblia datam de pelo menos mil e novecentos anos e que foram redigidos, a maioria, no Oriente Médio, com tudo o que isso implica. Só se começará a conhecer e compreender a Bíblia quando se estiver familiarizado com sua origem e com sua formação, quando se souber por que foram escritos os diferentes livros, e algo do mundo daqueles para os quais foram escritos diretamente, sua cultura e circunstâncias. Para conhecer e compreender a carta de São Paulo aos Gálatas, por exemplo, temos de familiarizar-nos com as circunstâncias sob as quais ele a escreveu, o que motivou o apóstolo a fazê-lo, assim como as realidades culturais, políticas, religiosas e outras nas quais viviam os gálatas, ou seja, os receptores.
Diácono Marcos Todorov - BH/MG